Pois se há vida na casa, a porta… Há de estar, como a vida, aberta
Carlos Drummond de Andrade

O palco: um casarão antigo no bairro da Bela Vista. A peça: a viagem do público por esta casa, cenário das lembranças de um homem que retorna ao lugar onde viveu grande parte de sua vida.

A CASA tem como palco um antigo casarão da Bela Vista onde funciona a Escola Paulista de Restauro – Inspirada na obra e universo de Guimarães Rosa, A CASA conta a história do homem que reencontra seu passado em uma casa envelhecida e repleta de sensações. O público, guiado por este homem, passa por vários ambientes do velho casarão com seus vidros quebrados e batentes apodrecidos – toda a instalação técnica da casa é aproveitada para compor a caracterização das cenas. Assim, o espectador é convidado às sensações da personagem, interagindo com suas lembranças, no aroma do café e no cheiro do bolo que invade o ambiente – espaço onde a imaginação e a realidade se confundem.

Passam pela casa viajantes, tropeiros e uma infinidade de personagens que fizeram parte da vida (e que fazem parte da imaginação) deste homem. As personagens trazem em suas vestes referências da região noroeste de Minas, e as cores dos figurinos e adereços variam de acordo com a realidade sertaneja. Algumas cenas emprestam do ilusionismo seu elemento narrativo, e o público poderá ver um mágico roto levitando objetos a dois metros de distancia – alusão aos velhos “circos” de interior, típicos da cultura popular difundida no sertão de Minas Gerais. A iluminação segue um plano simples com focos gerais, no qual os detalhes são acentuados com lampiões, lamparinas, velas e formas que privilegiem a estética sugerida.

A CASA é fruto de uma pesquisa realizada em 2004/2005 no sertão mineiro e estreou em São Paulo em 2006, recebendo o premio de melhor texto pela APCA daquele ano.

 

Assista ao trailer do espetáculo: